A cena se repete em empresa de qualquer tamanho. O WhatsApp de contato está no celular da recepcionista, ou no chip que ficou com o vendedor mais antigo. Quando essa pessoa sai de férias, adoece ou pede demissão, o telefone vai junto. Os clientes continuam mandando mensagem para o número que conhecem, e ninguém do lado de cá está lendo.
Quem já passou por isso conhece a segunda parte do problema. O histórico de conversas com cada cliente, os orçamentos combinados, o "me chama na segunda", tudo estava naquele aparelho. A pessoa que assume o atendimento começa do zero, e o cliente nota a diferença.
O número é da pessoa ou da empresa
No WhatsApp comum, o número é de quem tem o chip. Ele nasceu assim, para uso pessoal. A conta que a Meta oferece para empresas funciona de outro jeito: o número é registrado em nome da empresa, e as mensagens chegam a um sistema que a empresa controla, em vez de a um aparelho. Pode ser inclusive o telefone fixo da loja, aquele que já está no letreiro e no cartão. A verificação é feita por uma ligação.
A partir daí, o aparelho deixa de importar. Quem atende entra num painel, no computador ou no celular próprio, com login e senha. Se a pessoa sai da empresa, a senha é desligada e o número continua respondendo no dia seguinte, com todo o histórico no lugar.
Três pessoas atendendo, uma caixa só
Com o número no sistema, mais de uma pessoa pode atender ao mesmo tempo, e cada conversa mostra quem está cuidando dela. Acaba o cliente que recebe duas respostas diferentes porque dois atendentes leram a mesma mensagem, e acaba o cliente que fica sem resposta porque cada um achou que o outro ia responder.
O gestor enxerga a fila: quantas conversas estão esperando, há quanto tempo, com quem. Quando a conversa termina, ela fica guardada e pode ser lida depois, por quem assumir o cliente no ano que vem.
Uma recepção que pergunta o básico antes de chamar gente
O sistema pode responder sozinho às primeiras mensagens. Ele cumprimenta, pergunta o nome e o assunto, e entrega a conversa para a pessoa certa já com essa informação na tela. Fora do horário, avisa quando a empresa volta e registra o pedido para a manhã seguinte.
Isso tem limite, e é bom saber qual. A recepção automática resolve o que é rotina (horário, endereço, "quero falar com vendas") e passa o resto adiante. Ela não fecha negócio nem responde reclamação. O cliente que escreve "quero cancelar" precisa de gente, e o sistema é configurado para reconhecer isso e chamar alguém.
O que muda no custo e nas regras
Responder a quem escreveu para a empresa não tem custo por mensagem. A conta muda quando a empresa toma a iniciativa: para mandar mensagem a quem não escreveu nas últimas 24 horas, o texto precisa ser um modelo aprovado pela Meta, e cada envio é cobrado. Esse desenho acaba organizando a casa. Lembrete de consulta, aviso de pedido pronto e cobrança viram modelos com texto fixo, aprovados uma vez, e o disparo de promoção em massa perde a graça porque tem preço.
Depois da verificação do negócio, o nome da empresa aparece na tela do cliente no lugar de um número desconhecido. E some o risco de bloqueio que o WhatsApp aplica a números usados com automação por fora, aquela que roda num celular com programa de terceiros.
O que perguntar antes de contratar
Quem for procurar um fornecedor para isso tem quatro perguntas úteis. Onde ficam as conversas, em qual servidor e em qual país. O que acontece se o fornecedor sair do mercado, se o número e o histórico voltam para a empresa. Quantas pessoas podem atender ao mesmo tempo, e se isso é cobrado por pessoa. E se o sistema avisa quando uma mensagem da empresa não foi entregue, porque a Meta às vezes aceita o envio e a mensagem não chega, e sem esse aviso ninguém fica sabendo.
A Castelapi opera um painel de atendimento desse tipo para empresas de serviço, com o número da própria empresa e as conversas guardadas em servidor que ela mesma administra. Para conversar sobre o seu caso, [email protected].