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Engenharia de redes
Borda BGP, peering, IPv6 e CGNAT para quem vende conectividade e para quem depende dela para trabalhar.
Um ISP com 40 mil assinantes perde faturamento por minuto quando a borda cai. Uma prefeitura sem rede para de emitir guias, alvarás e prontuários. A frente de redes da Castelapi existe para esses dois casos: redes onde a indisponibilidade tem preço conhecido e alto.
O problema
A maioria das redes que atendemos cresceu mais rápido que a própria documentação. O BGP funciona, mas ninguém sabe dizer o que acontece quando o trânsito principal cai, porque isso nunca foi testado. BGP é o protocolo que decide por onde o tráfego entra e sai da sua rede; quando ele está mal configurado, a rede funciona até o dia em que uma rota errada, sua ou de terceiros, derruba tudo.
Somam-se a isso as obrigações que não esperam: o Marco Civil exige guarda de registros de conexão por um ano, o esgotamento de IPv4 obriga CGNAT ou IPv6 (na prática, os dois), e as políticas de validação de rota já descartam anúncios sem ROA em trânsitos e route servers relevantes.
O que fazemos
- Borda BGP redundante. Sessões com dois ou mais trânsitos, políticas de saída documentadas e failover provado em janela agendada, com data e resultado registrados. A queda de um link desloca o tráfego para o caminho seguinte sem intervenção manual.
- Peering. Presença no IX.br (o ponto de troca de tráfego brasileiro), análise de quais redes valem sessão direta e políticas de anúncio que reduzem custo de trânsito com base no tráfego medido.
- IPv6 em produção. Plano de endereçamento a partir da alocação LACNIC, dual stack ativado por etapa e por POP, sem janela de indisponibilidade para o assinante.
- CGNAT dimensionado. Compartilhamento de IPv4 público entre assinantes com alocação determinística de portas, o que reduz o volume de log de milhões de sessões para um registro por bloco e preserva a rastreabilidade que o Marco Civil exige.
- RPKI e ROAs. Assinatura das suas rotas (ROA é a declaração de que um prefixo pertence ao seu ASN) e validação das rotas que você aceita, pelo portal do Registro.br ou por CA delegada quando a operação pede automação.
- Políticas LACNIC e Registro.br. Pedidos de alocação, justificativas de uso e a burocracia de numeração que trava projeto quando é deixada para o fim.
Como trabalhamos
Primeiro, levantamento: topologia real, configurações atuais, tráfego medido em percentil 95. Depois, projeto sobre o que existe, com o roteador em produção e o contrato vigente entrando como dados de entrada do desenho. Toda mudança vai para a rede com plano de reversão escrito antes do primeiro comando, em janela acordada, com critério objetivo de sucesso. No fim, documentação que outro engenheiro consegue operar sem ligar para a gente.
Sinais de que sua rede precisa disso
- A queda de um único link de trânsito derruba ou degrada seus clientes.
- O CGNAT foi dimensionado "no olho" e o log de sessões cresce sem controle, ou nem existe.
- IPv6 está "no planejamento" há mais de dois anos.
- Seus prefixos não têm ROA, e você não sabe quais redes já descartam seus anúncios por isso.
- A configuração da borda só existe na cabeça de uma pessoa.
Se reconheceu dois ou mais desses sinais, escreva para contato@castelapi.com.br descrevendo a rede como ela está hoje.