Numa terça-feira quem cuida da sua informática liga e diz que está na hora de ir para a nuvem. Fala em segurança, em modernidade e em parar de se preocupar com servidor. Você não consegue dizer não, porque não sabe o que a nuvem é nem quanto vai custar por mês. Este texto serve para essa conversa.
A nuvem é um carro alugado por hora
A nuvem é um computador que fica no prédio de outra empresa e que você aluga por hora de uso. Funciona como carro alugado por hora. Para quem precisa de carro duas vezes por semana, alugar sai mais barato do que ter carro na garagem. Para quem roda todo dia, o dia inteiro, o aluguel por hora fica mais caro do que a parcela do carro próprio.
O sistema de gestão da loja, o banco de dados da clínica e o servidor de um provedor de internet rodam o mês inteiro. Um mês tem 720 horas, e essas máquinas ficam ligadas em todas elas. A liberdade de desligar, que é o que a nuvem cobra caro, nunca é usada. A conta chega em dólar, e ninguém na empresa consegue explicar cada linha dela. Três situações concentram quase todos os casos que chegam à Castelapi.
Uso constante, o mês inteiro
Uma máquina de porte médio na nuvem, em São Paulo, ligada sem parar, custa entre 350 e 450 dólares por mês, só pelo computador. Disco, endereço na internet, cópia de segurança e tráfego entram como linhas separadas, e a conta final varia. Um servidor próprio ou alugado inteiro, de porte igual ou maior, sai por um valor fixo em reais, sem depender do dólar.
Existe um desconto para quem assina por um ou três anos. Ele encurta a diferença, mas leva embora a única vantagem que restava, a de poder desligar quando quiser. Você passa a pagar por hora, com contrato longo, um carro que nunca devolve.
Muita gente baixando arquivos do seu sistema
Cada arquivo que sai da nuvem para a internet é cobrado à parte, por gigabyte, a mesma unidade do pacote de dados do celular. Os grandes fornecedores cobram cerca de 9 centavos de dólar por gigabyte que sai. Essa linha não existe em servidor próprio, onde a porta de internet tem um valor fixo por mês.
A conta é fácil de refazer. Um sistema que transfere 20 terabytes por mês (um acervo de vídeos, um sistema com muitos downloads) manda para fora cerca de 20 mil gigabytes. Multiplicado por 9 centavos de dólar, dá perto de 1.840 dólares por mês só de saída de dados. Ao câmbio de hoje, são cerca de 120 mil reais por ano. Uma porta de 1 gigabit em servidor próprio transporta o mesmo volume com folga, por um valor fixo bem menor.
Essa cobrança também prende o cliente. Quem guardou 200 terabytes na nuvem paga uma conta de cinco dígitos, em dólar, só para copiar os próprios dados de volta. A conta de entrada precisa incluir o preço da porta de saída.
Os funcionários estão aqui e o computador está longe
De Campo Grande, o ponto de nuvem mais próximo fica em São Paulo. Cada clique do funcionário faz uma viagem de ida e volta até lá. A resposta leva de 15 a 25 milésimos de segundo quando a rota está boa, e um servidor na cidade responde em menos de 5. Num site institucional ninguém nota essa espera.
O caixa que consulta o sistema a cada venda nota, porque espera essa viagem toda vez. O mesmo vale para o telefone que funciona pela internet e para o portal que a prefeitura usa o dia inteiro. São milésimos de segundo multiplicados por cada clique de cada funcionário. E o caminho até São Paulo vira uma peça a mais que pode quebrar no meio do expediente.
O que continua fazendo sentido na nuvem
A resposta certa costuma ser mista. O ambiente de testes que vive desligado é um bom candidato à nuvem, assim como a campanha de 30 dias com pico de acessos. Também o serviço que exigiria um especialista só para cuidar dele. O uso constante, o tráfego pesado e o dado que precisa ficar por perto rendem mais em servidor próprio ou alugado inteiro.
A decisão cabe em duas contas feitas antes de assinar. A primeira é o custo mensal total de cada caminho, com tráfego de saída e dólar incluídos. A segunda é o custo de voltar atrás se a escolha se mostrar errada. A Castelapi faz as duas contas com medição real do uso, de duas a quatro semanas, antes de recomendar qualquer direção.
Se o seu caso se parece com esse, a Castelapi olha o cenário e diz o que faria, [email protected].